ANTHP - Associação Nacional de Treinadores de Hóquei em Patins
20º Aniversário
1994-2014

Assembleia Geral da FPP - comentário João Campelo

Assembleia Geral da FPP

Realizou-se pela primeira vez, no passado sábado (27-03-2010), a Assembleia Geral da Federação de Patinagem de Portugal, com o novo figurino e a presença de delegados. Estiveram presentes 28 delegados dos 61 possíveis. Digamos que, nesta, só poderiam estar 40 delegados, a Associação Nacional de clubes (que tem 21 delegados) ainda não esteve presente, pois a sua admissão ocorreu na própria Assembleia. Na próxima Assembleia da FPP, já poderão estar presentes os 61 delegados previstos. A Assembleia Geral correu muito bem. Correu muito bem, porque estavam presentes 28 delegados. Correu muito bem, porque o Presidente da Assembleia Geral da FPP, Dr. Hugo Silva, adoptou uma boa gestão e, acima de tudo, deu voz e voto a todos os delegados presentes. Ora, é nesta matéria que a Associação Nacional de Treinadores interveio, destacando que este novo figurino de Assembleias, que foi nitidamente concebido para o futebol, deve ser adaptado à realidade das modalidades e nomeadamente da patinagem, mantendo os pressupostos estabelecidos na lei de bases do regime Jurídico das Federações Desportivas. Neste contexto, a diminuição de delegados para o mínimo previsto na lei (30 delegados) é o caminho a seguir, pois quando estiverem presentes os sessenta e um delegados, a gestão da Assembleia pode tornar-se contraproducente. A presença de sessenta e um delegados vai conduzir a uma grande dificuldade em gerir a Assembleia, vai aumentar o nº de faltas de delegados e vai aumentar os custos que, quer queiram quer não, directa ou indirectamente, são pagos pela modalidade. Associado a esta condição, está a forma dos delegados exporem o seu sentido de voto. Só a Associação Nacional de Atletas e a Associação de Nacional de Treinadores é que expressaram que os seus delegados votam de acordo com a sua consciência, de acordo com a função que exercem e de acordo com aquilo que pensam que é melhor para a modalidade. Nestas associações, não há voto de família, nem sentido de voto. Estes delegados vão à Assembleia Geral da FPP para falarem e defenderem aquilo que julgam ser melhor para a modalidade, de acordo com a sua perspectiva. Ora, vem aí mais vinte e um delegados da Associação Nacional de Clubes. Os clubes, que sempre reivindicaram injustiças e “bocas” perante os órgãos sociais da FPP, têm agora uma óptima oportunidade para defenderem as suas causas. No entanto, não foi isso que eu senti, em função da última Assembleia de Clubes, realizada também em Coimbra no mesmo dia, pelas 11.00h, com uma fraca adesão de Clubes. Uma verdadeira Associação Nacional de Clubes tem de evidenciar mais empenho por parte dos Clubes e ser adequadamente representada a nível nacional. Na minha opinião, só existe uma forma de representação, em função das regiões administrativas do país (Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Sul e ilhas), verificando-se em função do nº de clubes de cada região, o percentual de delegados do total dos 21 que os Clubes têm direito. Esta forma iria, por exemplo (e agora apenas uma suposição, pois não tenho os dados estatísticos), atribuir presença a seis clubes (delegados) do norte, quatro clubes (delegados) do centro, seis clubes (delegados) de Lisboa e Vale do Tejo, três clubes (delegados) do sul, dois clubes (delegados das ilhas). Estes clubes/delegados devem defender os interesses da modalidade e os interesses do seu próprio clube. Se os interesses dos clubes/delegados foram todos iguais, melhor, mas não deve haver, sentido de voto, nem voto de família. De certeza que os interesses do Clube de Sesimbra podem não ser os mesmos que os interesses do Hóquei clube de Turquel ou do Valongo. A opinião e votação das propostas aos regulamentos em discussão pelos delegados dos clubes pode ser diferente e a Associação Nacional de Clubes tem de respeitar esta condição. Cada clube deve votar em consciência e de acordo com os interesses do desenvolvimento da modalidade no seu clube.

A patinagem tem finalmente uma grande oportunidade para tornar a Assembleia Geral da FPP adaptada à nossa modalidade, pondo-a mais eficaz, mais económica, credível e transparente e isso só será feito se formos capazes de diminuir para o número mínimo de delegados (30) e terminar com voto de família (ou sentido de voto).

João Campelo - Delegado da Associação nacional de Treinadores de hóquei em patins 31-03-2010